sábado, 24 de abril de 2021

Partido da Mulher Brasileira muda de nome para filiar Bolsonaro

O Partido da Mulher Brasileira(PMB) mudou de nome neste sábado(24) e passou a se chamar “Brasil 35”— 35 é o número do partido. O partido também vai mudar o estatuto.

Partido da Mulher Brasileira muda de nome para Brasil 35

As mudanças provavelmente atendem exigências de Bolsonaro que disse em março que estava namorando o PMB e que seria o dono do partido.

“Estou namorando outro partido, tá? Onde eu seria dono dele como alternativa senão sair o Aliança”, disse Bolsonaro, sem citar o partido.

A presidente do PMB, Suêd Haidar, negou que a mudança foi por causa de Bolsonaro, mas confirmou que teve conversa com o presidente e Flávio Bolsonaro.

Suêd Haidar, presidente do PMB

“Houve, sim, uma conversa com o presidente. E tem que existir diálogo. A gente continua conversando com todos os partidos. Vamos caminhando aí. O partido não tem que entrar numa bola dividida que não é nossa. Foi uma conversa muito tranquila, de discussão da questão das pautas necessárias, que foram várias, por exemplo, a questão da saúde, educação. E da possibilidade de o presidente vir (para o PMB) foi feita da forma que ele deve ter procurado conversas com outros partidos. Não foi só com a nossa equipe.”

O presidente busca um novo partido desde novembro de 2019, quando saiu do PSL, pelo qual se elegeu. Bolsonaro disse que escolheria seu novo partido até o fim deste mês.

Milícias

O PMB foi alvo de uma investigação sobre a participação de milícias na campanha eleitoral do partido no ano passado, a Polícia Federal fez buscas e apreensão na residência da presidente do PMB, Suêd Haidar, que disputou a prefeitura do Rio. Também foram alvos a candidata a vice da chapa, Jéssica Natalino, filha do ex-deputado Natalino Guimarães, apontado como um dos chefes da milícia na Zona Oeste; e Carminha Jerominho, candidata a vereadora e filha de Jerominho, irmão de Natalino.

Segundo as investigações, as milícias financiavam campanhas com dinheiro sujo. Suspeita-se que os alvos da operação participavam de uma organização criminosa e praticaram lavagem de dinheiro. “As movimentações giram na ordem de R$ 1 milhão”, disse o delegado João Garrido.

Foram apreendidos na operação R$ 320 mil, US$ 2.500, celulares, notebooks, material de campanha, uma arma irregular e máscaras contra Covid-19 com propaganda eleitoral.

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