quarta-feira, 30 de junho de 2021

Pazuello pediu, mas Bolsonaro vetou demissão de servidor acusado de pedir propina na compra de vacina

Segundo a rádio CBN, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, pediu a demissão do diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, em 28 de outubro de 2020.

O pedido foi enviado a Casa Civil, mas por pressão política o presidente Jair Bolsonaro vetou a demissão. Bolsonaro foi influenciado pelo então presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Bolsonaro vetou demissão de servidor acusado de pedir propina

O pedido de demissão foi feito por suspeitas de irregularidades em um contrato assinado por Dias para compra de 10 milhões de kits de testes de Covid.

Roberto Ferreira Dias foi demitido nesta quarta-feira (30) após a revelação de que ele pediu propina à empresa Davati Medical Suply na negociação de vacinas da AstraZeneca. Ele teria pedido U$ 1 dólar de propina por dose de vacina para assinar o contrato.

terça-feira, 29 de junho de 2021

Luis Miranda diz que recebeu oferta de propina para não atrapalhar compra da Covaxin

O deputado Luis Miranda, que disse que Bolsonaro foi informado das irregularidades na compra da Covaxin, teria recebido uma oferta de propina para não atrapalhar a compra da vacina Covaxin, segundo reportagem da revista Crusoé. Segundo a revista, o deputado participou de duas reuniões com um lobista homem de confiança do deputado Ricardo Barros, que também participou de uma dessas reuniões.

O lobista é Silvio Assis, figura conhecida da Polícia Federal por envolvimento em outros esquemas de corrupção. A primeira reunião foi em 31 de março, onze dias depois de ter ido até Jair Bolsonaro com o irmão a tiracolo e munido de documentos que mostravam os indícios de irregularidades no processo de compra da Covaxin.

"A certa altura da conversa, disse que o próprio Luis Miranda poderia ser recompensado caso topasse ajudar na empreitada – sem falar em valores, disse que, se tudo desse certo, a reeleição do parlamentar estaria garantida. O deputado saiu da mansão do lobista sem que a conversa avançasse.", diz a revista.

O lobista Silvio Assis

Já em maio, mais de um mês depois, Miranda foi a uma nova reunião que ocorreu na mesma casa, desta vez a reunião contou com a presença do deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara. Eles tentaram novamente convencer Miranda a fazer parte do esquema fazendo com que o irmão de Luis Miranda, o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, parasse de atrapalhar a compra da vacina.

"A certa altura, Silvio Assis, que demonstrava falar em nome da Precisa Medicamentos, a empresa brasileira intermediária do negócio com o Ministério da Saúde, disse a Luis Miranda que ele poderia ser muito bem recompensado caso aderisse à empreitada. A conversa passou a envolver valores... Silvio Assis prometeu a Luis Miranda uma participação sobre cada dose da vacina que seria vendida ao Ministério da Saúde: 6 centavos de dólar. O deputado entendeu bem a proposta. Se aceitasse a “parceria”, poderia levar 1,2 milhão de dólares – ou 6 milhões de reais – se a venda das 20 milhões de doses da Covaxin para o governo fosse finalmente concluída."

Ricardo Barros teria oferecido propina a Luis Miranda

O deputado Luis Miranda disse que rejeitou as ofertas de propina e até ameaçou dar voz de prisão ao lobista. Ele também diz não acreditar que a oferta de propina que recebeu tenha relação com a conversa que teve, dias antes, com o presidente da República para denunciar irregularidades no processo de compra da vacina.

A casa onde ocorreram as reuniões fica no Lago Sul, em Brasília, e é usada apenas para reuniões, lá tem um detector de metais, o que indica que gravadores e outros sistemas eletrônicos não entram na casa.

O lobista admitiu que se encontrou com Miranda, mas disse que não tratou sobre vacinas. Ele também admitiu que Ricardo Barros estava em um dos encontros e disse que ele é um amigo e que se conhecem há mais de 10 anos.

O lobista Silvio Assis já é conhecido da polícia, em 2018 ele foi preso pela Polícia Federal em uma operação contra um esquema de venda de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Assis foi acusado de cobrar propina para facilitar a aprovação dos processos.

Renan diz estar investigando pagamento de R$ 500 milhões para atravessadores da Covaxin

Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, disse na sessão de hoje da CPI que está investigando o pagamento de R$ 500 milhões de reais para a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra da vacina Covaxin com a farmacêutica indiana Bharat Biotech.

Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid

Após ser questionado pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Renan disse:

“No dia 25 de fevereiro, foi assinado o acordo [com a Barath Biotech]. Ninguém entrou no aspecto do superfaturamento. Nós contestamos a exigência de um atravessador [Precisa Medicamentos]. Foi a única negociação com atravessador, e que teria recebido, nós ainda não tivemos acesso a esse contrato, R$ 500 milhões.”

“Desses R$ 500 milhões, foram pedidos, um adiantamento, sem constar do contrato, de R$ 200 milhões, US$ 45 milhões exatamente. Isso são fatos, comprovados”, afirmou Renan.

“Quando ele recebeu o deputado [Luis Miranda], foi o dia 20. E aí começam outras coisas inexplicáveis. O presidente disse ao deputado e até agora não se pronunciou sobre esse fato de que estaria mandando a Polícia Federal [investigar]. A PF já informou que não mandou nenhum pedido de investigação”, complementou, mencionando o encontro de 20 de março entre Bolsonaro e o deputado Luis Miranda (DEM-DF) em que o deputado informou a Jair Bolsonaro sobre as irregularidades na compra da vacina.

Os aliados do presidente na CPI disseram que a informação dada por Renan é “mentirosa”. “As narrativas forçam a barra. Desafiam a verdade”, disse o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Exército diz que “não existe interesse público“ em documentos sobre não punição de Pazuello

O Exército disse em manifestação sobre ação que questiona o sigilo de 100 anos de documentos sobre a não punição do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que “não existe absolutamente interesse público“ que justifique dar publicidade ao processo disciplinar que livrou Eduardo Pazuello de punição após o general da ativa participar de um ato ao lado de Jair Bolsonaro.

Pazuello escapou de punição por ter participado de ato pró-Bolsonaro

O Exército teve que prestar informações ao STF por determinação da ministra Carmen Lúcia, que é relatora de uma ação que questiona a imposição de sigilo de 100 anos nas informações do processo.

Na manifestação, o Exército diz que o processo de Pazuello é uma questão interna.

“Não existe absolutamente interesse público patente, a motivar acesso às informações extraídas de referido processo administrativo disciplinar, o qual regulam unicamente uma relação personalíssima entre um militar e seu comandante, em que se analisa se o subordinado transgrediu ou não uma norma castrense.”.

domingo, 27 de junho de 2021

Bolsonaro já perdeu 53% dos votos de 2018, segundo pesquisa IPEC

Segundo pesquisa IPEC, o presidente Jair Bolsonaro já perdeu 53% dos votos que teve em 2018. Esse é o percentual de eleitores que votaram nele na eleição passada e não repetirão o voto no atual presidente.

Bolsonaro perdeu 53% dos votos de 2018, segundo IPEC

Segundo a pesquisa, dos 53% que não votarão nele, 26% votariam em Lula. Eles são os eleitores mais pobres e menos instruídos, principalmente do Nordeste.

O IPEC é um instituto de pesquisa formado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o fim do instituto.

sábado, 26 de junho de 2021

"Temos uma CPI de sete pilantras", diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado(26) que a CPI da Covid é formada por "sete pilantras", ele também criticou o STF por ter decidido que governadores não podem ser obrigados a prestar depoimento à CPI.

“Temos uma CPI de sete pilantras que não querem investigar quem recebeu o dinheiro. Apenas quem mandou o dinheiro. Lamentavelmente, o Supremo decidiu pela CPI, e decidiu também que governadores [não são obrigados] a comparecer. Querem apurar o quê? No ‘tapetão’, não vão levar”, afirmou Bolsonaro.

“Temos uma CPI de sete pilantras", diz Bolsonaro

O presidente deu a declaração em Chapecó, Santa Catarina, após participar de uma motociata na cidade. Após o evento de moto, Bolsonaro subiu em um trio elétrico e criticou as medidas contra o isolamento social, ele não falou sobre os indícios de irregularidades no contrato da Covaxin.

Após a declaração de Bolsonaro, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), reagiu e perguntou se Bolsonaro "está com medo".

“É inusitado o presidente dizer que tem 7 picaretas na CPI, mas ele não fala nada sobre o deputado Luis Miranda. Está com medo presidente? Quem lhe acusou foi o deputado Luis Miranda, não foi a CPI”, disse Aziz.

Luis Miranda diz que foi Bolsonaro quem disse que Ricardo Barros era o responsável pelas irregularidades na Covaxin

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), que disse que o presidente Bolsonaro foi avisado das irregularidades na compra da Covaxin, disse que foi o próprio presidente que indicou o possível envolvimento do líder do governo Ricardo Barros (PP-PR) no caso Covaxin.

“Partiu do presidente da República a questão do Ricardo Barros. Ele disse: ‘Eu sei que é ele. Deve ser mais uma desse cara [Ricardo Barros]’. Eu disse: ‘É presidente, mas precisa investigar’”, afirmou o deputado.

Irmãos Miranda deram nova entrevista para o site O Antagonista

Miranda disse ainda que teria como provar a íntegra da conversa entre ele e o presidente, mas desconversou se teria gravado a conversa com Bolsonaro.

“Duas pessoas na sala, tinham três pessoas. Eu como parlamentar, não gravaria. Eu só quero que ele não continue mentindo. Ele sabia, disse que ia mandar para a Polícia Federal. Ele precisa enfrentar os problemas como todos nós”, disse.

Luis Miranda também disse que o presidente da Câmara, Arthur Lira, disse para ele divulgar o caso.

“Eu perguntei a Arthur Lira qual seria o impacto [da denúncia] para a Câmara dos Deputados. E aí ele me responde que não tinha por que perguntar aquilo para ele. Se eu sabia de alguma coisa, que eu estourasse. É bonita a fala dele. É uma fala de combate à corrupção. A fala dele é uma fala de que, se tiver algo errado, deve-se denunciar mesmo. Mas, institucionalmente, o colega [Ricardo Barros] é do partido dele. O prejudicado é o presidente. Eu fiquei feliz de ter essa representatividade dentro da Câmara dos Deputados de um presidente que fala para seu parlamentar ‘se você sabe de algo errado, estoura, detona’. Ele falou detona. Pô, eu estou vivendo outro momento da política.”“.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Eduardo Bolsonaro e Onyx Lorenzoni foram avisados de suspeitas de corrupção na Covaxin, diz Luis Miranda

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) disse em depoimento à CPI da Covid nesta sexta(25) que informou ao deputado Eduardo Bolsonaro sobre os indícios de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. Ele disse que o ministro Onyx Lorenzoni também foi informado sobre as irregularidades.

Eduardo Bolsonaro também foi informado das
suspeitas de corrupção na Covaxin, segundo deputado

“Conversamos no plenário, eu e o deputado Eduardo Bolsonaro, sobre problemas que vinham sendo denunciados pelo meu irmão, já ao Palácio. Foram entregues duas vezes denúncias relatadas pelo meu irmão ao ministro Onyx e que uma hora poderia estourar no governo e que era importante que ele desse atenção a isso”, disse.

“E mando o contato para ele do meu irmão, e coloco quem é ele, bonitinho, o cargo e tudo, para que ficasse fácil de ele conversar com meu irmão e localizá-lo.”.

O deputado Eduardo Bolsonaro reagiu e chamou Luis Miranda nas redes sociais de 171:

“Já vi 171 na minha vida, mas igual a esse Luis Miranda tá para nascer… Meu Deus!”, postou o filho do presidente.

Ao ser perguntado sobre Covaxin, Bolsonaro se irrita, chama jornalista de ridículo e manda parar "de fazer pergunta idiota"

O presidente Jair Bolsonaro parece estar muito irritado com as denúncias sobre a compra da vacina Covaxin, ao ser questionado hoje por repórteres sobre a vacina indiana, Bolsonaro se irritou com os profissionais, chamou um deles de ridículo, o desqualificou e mandou parar de fazer "pergunta idiota".

“Em fevereiro? Onde é que tem vacina para atender todo o mercado aqui e em todo o lugar do mundo? Responda! Para de fazer pergunta idiota, pelo amor de Deus. Parece pergunta… Você acabou, nasça de novo você, ridículo. Está empregado onde? Vamos fazer pergunta inteligente”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro se irrita e chama jornalista de "ridículo"

A uma jornalista da CNN, o presidente disse que deveria "voltar para a faculdade". Depois, repetiu o insulto, mas disse que, na verdade, deveria "voltar para o ensino primário".

No dia 21, Bolsonaro já havia atacado uma jornalista da Globo, mandou calar a boca e disse que a Globo faz um jornalismo de canalhas.

"Estou sem máscara em Guaratinguetá, você tá feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada, vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira, vocês não prestam. A Rede Globo não presta. Um péssimo órgão de informação. Você tinha que ter vergonha na cara de se prestar a um serviço porco que é esse que você faz".

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Apenas 24% aprovam governo Bolsonaro, segundo pesquisa Ipec

Segundo a mais nova pesquisa do instituto Ipec divulgada nesta quinta(24), o governo do presidente Jair Bolsonaro é aprovado por apenas 24% da população. Na última pesquisa divulgada em fevereiro a aprovação era de 28%. Já a reprovação ao presidente subiu de 39% para 49%. Outros 26% acham regular, antes eram 31%. E 1% não sabe ou não respondeu.

Aprovação de Bolsonaro é de apenas 24%, diz Ipec

Quando perguntados se aprovam ou não a forma de governar de Bolsonaro, 30% disseram que aprovam e 66% reprovam. 4% não sabem ou não respondeu. Na pesquisa anterior, 38% aprovavam a maneira de governar de Bolsonaro, 58% desaprovavam e 5% não souberam ou não responderam.

Os entrevistados também foram questionados se confiam ou não em Bolsonaro, 30% confiam e 68% disseram não confiar. 2% não sabem ou não respondeu. Em fevereiro, 36% diziam confiar em Bolsonaro, 61% diziam não confiar e 3% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi feita de 17 a 21 de junho e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança, de 95%.

O Ipec foi criado por ex-executivos do Ibope Inteligência após o fim do instituto.

Alexandre de Moraes determina volta do deputado Daniel Silveira para a prisão

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou nova prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira(PSL-RJ). Ele não pagou a fiança de R$ 100 mil fixada pelo ministro na semana passada.

O deputado bolsonarista Daniel Silveira

A prisão foi pedida pela Procuradoria-Geral da República, porque o deputado cometeu ao menos 36 violações ao monitoramento eletrônico imposto por Moraes, quando determinou, em março, sua prisão domiciliar. Silveira deixava acabar a bateria da tornozeleira, que também teve a cinta rompida durante treinamentos físicos.

“Está largamente demonstrada, diante das repetidas violações ao monitoramento eletrônico imposto, a inadequação da medida cautelar em cessar o periculum libertatis do denunciado, o que indica a necessidade de restabelecimento da prisão, não sendo vislumbradas, por ora, outras medidas aptas a cumprir sua função como bem salientado pela Procuradoria Geral da República, que, quando instada a se manifestar acerca das violações ao monitoramento eletrônico, pugnou, em primeiro lugar, pelo ‘fim da substitutividade’ e retorno da prisão”, escreveu Moraes na decisão.

Silveira já foi levado para o Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro para passar por exames antes de ir para a cadeia, ele ficará em um batalhão da polícia militar.

Trabalhadores de obra fazem gesto de Lula em foto com Bolsonaro

Acostumado a tirar fotos cercado de apoiadores, Bolsonaro foi tirar uma foto em uma obra, mas para a surpresa do presidente parte dos trabalhadores fizeram o gesto associado ao ex-presidente Lula.

Trabalhadores fizeram L de Lula em foto com Bolsonaro

O presidente e os operários da obra seguraram uma bandeira do Brasil olhando para a câmera. Mas quatro deles ergueram a mão para cima formando um ‘L’, um gesto feito por apoiadores de Lula. A imagem foi repassada pela assessoria do Ministério do Desenvolvimento Regional.

Trabalhadores fizeram L de Lula em foto com Bolsonaro

Bolsonaro esteve no Rio Grande do Norte e visitou a obra da barragem de Oiticica, que vai receber águas da transposição do São Francisco.

Governo está fazendo dossiê contra o deputado Luis Miranda e seu irmão

O governo Bolsonaro está fazendo um dossiê contra o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão, servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes, após eles terem denunciado que Bolsonaro foi avisado de possíveis indícios de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin.

Eles prestarão depoimento à CPI da Covid nesta sexta-feira (25).
Bolsonaro sabia de irregularidades na compra da Covaxin, segundo deputado

Dentro da estratégia de defesa o governo está fazendo um levantamento sobre todos os processos judiciais de Luis Miranda e também alega que o parlamentar utilizou documentos falsos para embasar suas acusações contra Bolsonaro na compra da Covaxin.

Após a acusação contra Bolsonaro feita ontem, o governo alegou que os irmãos Miranda fizeram uma denunciação caluniosa.

Nesta quinta, o deputado apresentou um ofício à CPI da Covid pedindo que a comissão determine as prisões de Onyx Lorenzoni e Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles pede demissão e deixa o governo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu demissão nesta quarta-feira(23) e deixou o governo Bolsonaro. A exoneração do ministro foi publicada no Diário Oficial da União.

Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles deixa o governo

Salles deixou o governo após se desgastar com investigações feitas pela Polícia Federal contra ele. Ele é investigado na operação Akuanduba, da PF, por suspeita de atuar para facilitar a exportação ilegal de madeira para os Estados Unidos. O ministro Alexandre de Moraes, que conduz as investigações no STF, determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ministro.

Joaquim Álvaro Pereira Leite, atual Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais da pasta, substituirá Salles no ministério.

Bolsonaro manda Polícia Federal investigar deputado e irmão que disseram que ele sabia das irregularidades na compra da Covaxin

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, disse que o presidente Jair Bolsonaro determinou que a Polícia Federal investigue, por denunciação caluniosa e fraude processual, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e seu irmão Luis Ricardo. Eles disseram que alertaram o presidente sobre irregularidades na compra da Covaxin.

Presidente foi alertado sobre irregularidades na compra da Covaxin, segundo deputado

Lorenzoni disse que eles apresentaram uma nota fiscal adulterada da Madison Biotech, subsidiária da Bharat Biotech em Cingapura, para tentar acusar o Ministério da Saúde de irregularidades na importação da Covaxin. O documento exigiria pagamento antecipado por doses da vacina, o que contraria o contrato firmado pelo Ministério da Saúde.

"Não houve favorecimento a ninguém, não houve sobrepreço, tem gente que não sabe fazer conta, e não houve compra alguma, não há um centavo de dinheiro público que tenha sido despendido”, disse o ministro.

A PF também foi acionada por Bolsonaro, segundo Onyx, para periciar o documento apresentado por Luis Miranda.

Onix disse também que o deputado “traiu” Jair Bolsonaro:

“Luis Miranda, Deus tá vendo. Mas o senhor não vai só se entender só com Deus, não. Vai se entender com a gente também. E vem mais: o senhor vai explicar e pagar pela irresponsabilidade, pelo mau-caratismo, pela má-fé, pela denunciação caluniosa, pela produção de provas falsas. Se o senhor achava que ia conseguir luz e apoio para tentativa de reeleição, o senhor errou.”.

Deputado diz que irmão está sofrendo pressão para realizar compra da Covaxin e que Bolsonaro foi avisado das irregularidades

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) disse em entrevista para no site O Antagonista que o irmão dele e servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que chegou a ser exonerado do ministério, está sofrendo muita pressão da “alta cúpula do governo” para viabilizar a compra e importação da Covaxin, mesmo com os indícios de irregularidades no acordo.

“Meu irmão está recebendo uma puta pressão de coronéis, de gente da cúpula do governo, para fazer um pagamento e importar uma vacina que não tem Anvisa, para fazer um pagamento que estava em descompasso com o contrato e pior: o nome da empresa que vai receber o dinheiro não é a que fez o contrato com o Ministério da Saúde, nem a intermediária. É uma loucura. Fora as quantidades: o contrato previa 4 milhões na primeira entrega e só tem 300 mil.”

O deputado Luis Miranda e Bolsonaro

O deputado diz que alertou Bolsonaro em janeiro, antes do contrato ser assinado, e que o presidente “precisaria agir” O contrato acabou sendo assinado e Luis Miranda levou o irmão, o servidor do Ministério da Saúde, até Bolsonaro e lhe mostrou documentos com indícios de irregularidades.

O deputado acrescentou que levou o caso para o presidente, porque “confiava” em Bolsonaro e entendia que “a bandeira dele é o combate à corrupção”. “Cabe agora verificar se o presidente tocou para frente a denúncia que foi feita, porque convencido de que tinha algo errado, ele estava.”

Miranda diz que o presidente disse que a denúncia "é grave, gravíssimo".

"Ele disse para mim com todas as letras: ‘Deputado, é grave’. Ele falou até para o meu irmão: ‘Obrigado por trazer isso para mim, porque isso aqui é grave, gravíssimo’. Vou entrar em contato agora com o DG [diretor-geral] da Polícia Federal, encaminhar a denúncia para ele.", disse o deputado.

O deputado disse também que estava convencido de que Bolsonaro iria comunicar o caso para a Polícia Federal:

"Ele comunicaria a Polícia Federal imediatamente, porque era caso de polícia, não era nem caso de investigação, de mandar para Ministério da Justiça nem PGR. Falou claramente que ia mandar para a Polícia Federal. Ele falou isso com todas as letras do alfabeto. E aí meu irmão está sendo achacado por ter sido honesto. Que país maluco é esse? Por ter salvo o país de entrar em um esquema onde mais dinheiro da saúde iria para o ralo. Aí eu entrei no jogo: ‘Pera lá, ele não prevaricou não, ele entregou todas as informações para o presidente da República’. E eu entreguei para o presidente da República, porque ele tem a mesma plataforma que a minha, que é o combate à corrupção. Confiei nele, ele é o chefe do Executivo. Cabe agora verificar se o presidente tocou para frente a denúncia que foi feita, porque convencido de que tinha algo errado, ele estava."

A vacina Covaxin é produzida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech, que é representada no Brasil pela empresa Precisa Medicamentos. A Precisa tem como diretor Francisco Maximiano, um dos sócios da empresa Global Gestão em Saúde, alvo de investigação por não ter entregue medicamentos de alto custo comprados pelo Ministério da Saúde. Uma das irregularidades na compra da vacina é o fato de o governo ter assinado contrato em tempo recorde e pagado 1000% a mais do que o valor ofertado pela fabricante. O governo iria pagar R$80,70 por dose da Covaxin, enquanto a Pfizer saiu por 56,30 a dose no primeiro contrato, a da Janssen foi adquirida pelo mesmo valor, com a vantagem de ser em dose única. No segundo contrato da Pfizer as doses vão custar R$ 66 cada. O Ministério da Saúde queria importar 20 milhões de doses, mas a Anvisa autorizou apenas 4 milhões, o suficiente para aplicar em 2 milhões de pessoas, 1% da população.

As negociações com a Precisa só avançaram após uma emenda do deputado Ricardo Barros (PP), líder do governo Bolsonaro na Câmara, apresentada durante a tramitação da medida provisória que facilitou a compra de vacinas. Barros já é acusado de improbidade administrativa, ele é acusado de favorecimento à empresa Global Gestão em Saúde, que tem como um dos sócios Francisco Maximiano, diretor da Precisa Medicamentos.

Os irmãos Miranda vão prestar depoimento à CPI da Covid na próxima sexta-feira (25).

terça-feira, 22 de junho de 2021

Alvaro Dias diz que Moro garantiu que se entrar para a política se filiará ao Podemos

O senador Alvaro Dias(Podemos-PR) disse em entrevista para o site O Antagonista que o ex-juiz Sergio Moro garantiu que se for entrar para a política ele se filiará ao Podemos. Há muita expectativa sobre uma possível candidatura de Moro à presidência em 2022, mas o ex-ministro não comenta o assunto.

Sergio Moro garante que se filiará ao Podemos se entrar para política

Alvaro Dias disse que conversou diversas vezes com o ex-juiz sobre a possibilidade e que ele seria um candidato com muito potencial.

“Nós nos reunimos várias vezes. Conversamos muito sobre o país, a necessidade de uma alternativa com visibilidade e credibilidade. Nós o convidamos, conversamos várias vezes. Ele nos pediu um tempo. Ele assumiu o compromisso de que, se vier para política, se filiará ao Podemos.”, disse o senador.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Bolsonaro se descontrola chama Globo de "canalha" e critica CNN

O presidente Bolsonaro parece estar muito irritado e se descontrolou hoje, atacou a Globo e criticou a cobertura da CNN dos protestos contra ele. O presidente participou de solenidade de formatura de sargentos em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Bolsonaro foi questionado se lamentava as mais de 500 mil mortes por Covid e defendeu o "tratamento precoce", falou da origem do vírus e reclamou que a imprensa não fala sobre o "tratamento precoce" defendido por ele. Depois reclamou de ter sido interrompido, passou a atacar a Globo e mandou um jornalista da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo no interior de São Paulo, calar a boca:

“Estou sem máscara em Guaratinguetá, você tá feliz agora? Essa Globo é uma merda de imprensa. Vocês são uma porcaria de imprensa. Cala a boca. Vocês são uns canalhas. Vocês fazem um jornalismo canalha, que não ajuda em nada. Vocês não ajudam em nada, vocês destroem a família brasileira, destroem a religião brasileira, vocês não prestam. A Rede Globo não presta”, disse Bolsonaro, que também mandou um integrante da sua própria equipe "calar a boca".

Bolsonaro se descontrolou

Bolsonaro também foi questionado sobre a motociata da semana passada e disse:

“Eu estava com capacete balístico à prova de [calibre] 762. Eu sou um alvo de canalhas do Brasil. Eu chego como eu quiser, onde eu quiser, eu cuido da minha vida. Se você não quiser usar máscara, você não usa. Agora, tudo o que eu falei: tratamento precoce salvou a minha vida, muitos jornalistas falam reservadamente que usaram hidroxicloroquina, usaram ivermectina, por que vocês não admitem isso? Parem de tocar no assunto”, disse o presidente, que tirou a máscara durante o momento de descontrole.

O presidente também criticou a cobertura que a CNN Brasil fez dos protestos contra ele do último sábado, 19.

CNN? Vocês elogiaram uma passeata agora. Jogaram fogos de artifício em cima de vocês e vocês elogiaram ainda. Então, o que aconteça. Eu sou dos únicos chefes de Estado do mundo que teve coragem de falar em tratamento precoce. Eu defendo a liberdade do médico de poder tratar o seu paciente”, disse Bolsonaro.

sábado, 19 de junho de 2021

“Nunca vão comemorar os 18 milhões de curados”, diz ministro Fábio Faria

No dia em que o Brasil superou a marca de 500 mil mortes por Covid, o ministro das Comunicações Fábio Faria disse nas redes sociais que políticos, artistas e jornalistas “nunca vão comemorar os 18 milhões de curados” e que eles “torcem pelo vírus”.

“Em breve vocês verão políticos, artistas e jornalistas ‘lamentando’ o número de 500 mil mortos. Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus.”.

Fábio Faria, ministro das Comunicações

Apesar de creditar os 18 milhões de curados ao governo, na verdade a imensa maioria se curou naturalmente, já que apenas cerca de 20% dos infectados precisam ser hospitalizados, além disso o governo Bolsonaro não defende medidas para evitar a contaminação, pelo contrário, estimula o contágio causando aglomerações e defendendo o retorno a vida normal, o governo defende a imunidade de rebanho, que é aquela que ocorre quando a grande maioria da população já foi infectada, o que causaria milhões de mortes no país, e para completar não comprou as vacinas quando foram oferecidas, o que atrasou a vacinação, causando milhares de mortes.

Governo Bolsonaro se recusa a fornecer informações sobre Renan Bolsonaro

O governo Bolsonaro tem usado um trecho polêmico da Lei de Acesso à Informação que abre brecha para colocar sigilo sobre documentos que “possam colocar em risco a vida e a segurança do presidente da República” para blindar o presidente e sua família.

O filho do presidente, Renan Bolsonaro

O governo tem usado o polêmico trecho da lei para negar acesso a informações ou documentos que tenham qualquer relação com o filho mais novo de Bolsonaro, Jair Renan, segundo a revista Crusoé.

O governo se recusa a informar até mesmo os registros de entrada e saída de Renan no Palácio do Planalto.

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Carlos Wizard não é encontrado pela PF em tentativa de fazer condução coercitiva

O empresário Carlos Wizard não foi encontrado pela Polícia Federal em uma tentativa de fazer uma condução coercitiva para que o fundador da Wizard preste depoimento na CPI da Covid.

Carlos Wizard não foi encontrado pela PF

A Justiça de São Paulo determinou a condução coercitiva atendendo a pedido da CPI da Covid, ontem a PF foi até a casa do empresário em Campinas, mas ao chegar lá não encontrou o empresário bolsonarista.

Segundo relato feito a Omar Aziz, presidente da CPI, “ninguém atendeu ao interfone, mesmo após insistentes tentativas”. Quando a equipe deixava o local, uma pessoa identificada como ‘João’ disse ser funcionário da casa de Wizard e que não o vê “há bastante tempo”.

Segundo informação da Polícia Federal à CPI, Wizard deixou o Brasil em 30 de março, rumo à Cidade do México, e não voltou.


A defesa de Wizard disse que ele passou alguns dias no México para fazer a quarentena por conta da pandemia e depois foi para os Estados Unidos.

Omar Aziz pediu a condução coercitiva e a retenção de passaporte do bolsonarista. Ainda não há decisão judicial sobre a retenção do passaporte.

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Jovem com suástica nazista no braço é expulso de shopping

Um jovem entrou nesta quinta-feira (17) em um shopping na cidade de Caruaru, em Pernambuco, com uma suástica nazista no braço. Ele foi abordado por um segurança e um cliente e expulso do shopping.

Jovem entra com suástica nazista em shopping de Caruaru

Em um vídeo, ele diz que tem o direito de andar exibindo o símbolo nazista. "É a minha liberdade", disse. O uso de símbolos nazistas é crime, o artigo 20, § 1º, da Lei 7.716/89, alterada pela Lei 9.459/97, diz que "fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo", tem pena de reclusão de um a três anos e multa.

Jovem entra com suástica nazista em shopping de Caruaru

O shopping não registrou boletim de ocorrência e disse nas redes sociais que repudia toda e qualquer forma de apologia ao movimento nazista.

Bolsonaristas Sikêra Jr e Luís Ernesto Lacombe receberam dinheiro do governo

Documentos entregues à CPI da Covid pela Secom(Secretária de Comunicação) revelam que o governo federal repassou dinheiro para jornalistas bolsonaristas fazerem propagandas.

Um deles foi o apresentador do programa Alerta Nacional, da Rede TV!, Sikêra Jr. Ele recebeu das empresas de publicidade contratadas pelo governo bolsonaro PPR Profissionais de Publicidade Reunidos e Calia/Y2 Propaganda e Marketing um total de R$ 120 mil. Os repasses foram feitos para a empresa do apresentador, a José Siqueira Barros Junior Produções, entre dezembro de 2020 e abril deste ano.

Sikêra Jr recebeu R$ 120 mil do governo Bolsonaro

O apresentador recebeu R$ 24 mil por uma campanha que orientou pessoas com suspeita de Covid a procurarem atendimento ainda nos primeiros sintomas da doença. Em outra, ganhou R$ 16 mil para participar da campanha Semana Brasil 2020, “para celebrar a retomada, com segurança, da economia e dos empregos”. Ganhou mais R$ 24 mil em uma campanha para o lançamento da cédula de R$ 200, R$ 8 mil por uma de “combate ao mosquito Aedes”, R$ 20 mil para a campanha sobre “riscos de exposição de crianças na internet”, R$ 20 mil por uma sobre a “Semana Nacional do Trânsito” e R$ 8 mil para uma de uso consciente da água.

Sikêra Jr é amigo da família Bolsonaro e grande defensor do governo, o presidente e seu filho Flávio Bolsonaro já participaram do programa do apresentador.

Outro apresentador bolsonarista que também recebeu dinheiro do governo foi Luís Ernesto Lacombe. Grande defensor do governo, ele recebeu R$ 20 mil. Lacombe é apresentador da Rede TV!.

Luís Ernesto Lacombe recebeu R$ 20 mil do governo Bolsonaro

Foram feitos dois pagamentos a Lacombe, um em janeiro, como cachê pela Semana Nacional de Trânsito, e outro em março, pelo empenho do jornalista na “campanha de conscientização das famílias sobre os riscos de exposição de crianças na internet”. Os pagamentos foram feitos pela Calia/Y2 Propaganda e Marketing à empresa Lala Produções LTDA, de propriedade de Lacombe.

Bolsonaro, inclusive, já defendeu Lacombe no ano passado quando ele saiu da Band:

“Luís Lacombe, Leandro Narloch, Caio Coppolla e Rodrigo Constantino possuem algo em comum, que é opinião própria e independência. Isso já é suficiente para serem considerados nocivos dentro de grande parte da mídia”, disse Bolsonaro.

A Calia/Y2 está na mira da CPI da Covid, por ser suspeita de financiar a rede de fake news estimulada pelo governo federal.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Apenas 6.661 motos participaram da "motociata" de Bolsonaro em São Paulo

A "motociata" do presidente Jair Bolsonaro no sábado(12) passado teve bem menos participantes do que o divulgado antes pelo governo de São Paulo. Segundo o sistema de monitoramento da rodovia dos Bandeirantes, o pedágio do trecho bloqueado para a "motociata" registrou a passagem de apenas 6.661 veículos no trecho entre 11h08 e 12h31, horário do ato bolsonarista. O pedágio que registrou as passagens fica no Campo Limpo, no km 39 da rodovia.

Bolsonaro na "motociata" em São Paulo

Antes da “motociata”, o presidente disse que mais de 100 mil motos iriam participar e que o tamanho do “bolo” de manifestantes teria cerca de 30 km.

Após o evento, os apoiadores de Bolsonaro disseram que 1,3 milhão de motos participaram do evento e que o número tinha entrado para Guiness Book, o livro dos recordes. A informação foi desmentida pelo Guiness.

O governo de São Paulo havia estimado que cerca de 12 mil motos tinham participado do evento.

terça-feira, 15 de junho de 2021

Bolsonaro e bolsonaristas perdem milhares de seguidores após Twitter excluir robôs

Parece que o presidente Jair Bolsonaro e seus aliados bolsonaristas tem muitos seguidores que na verdade são robôs. O Twitter fez uma ação de limpeza na segunda-feira(14) e excluiu milhares de contas com atividade suspeita.

Twitter excluiu milhares de contas de bolsonaristas

Só o presidente perdeu mais de 13,5 mil seguidores no Twitter até o final da tarde de ontem, segundo levantamento do site Social Blade divulgado pela coluna de Ancelmo Gois.

Outros bolsonaristas também foram atingidos pela limpeza do Twitter, um deles foi o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, ele disse ter perdido mais de 10 mil seguidores. O seu irmão, Arthur, acusou o Twitter de ser uma “plataforma bolivariana”; outros perfis alinhados ao governo reclamaram.

O Twitter disse em nota que, “com o objetivo de proteger a integridade e a legitimidade de conversas em seu serviço”, costuma fazer uma espécie de “limpeza” global de contas com comportamentos suspeitos. Nesses casos, é comum que contas comandadas por robôs sejam suspensas.

segunda-feira, 14 de junho de 2021

Tios e irmão de André Mendonça vão explorar grafeno

Segundo reportagem do site O Antagonista divulgada hoje(14), tios e o irmão do advogado geral da União, André Mendonça, vão explorar grafeno. Eles criaram empresas com o objetivo de atuar na exploração do mineral.

Os tios de André Mendonça abriram a sua empresa de pesquisa mineral logo depois de Bolsonaro assumir a presidência em 2019. A exploração de grafeno foi uma das bandeiras de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Os tios de André Mendonça após a criação da empresa se associaram ao advogado Jorge Vacite Neto e ao pastor Michael Aboud, que são ligados a Silas Malafaia, principal cabo eleitoral do AGU para o Supremo Tribunal Federal e interlocutor frequente do presidente.

O advogado geral da União, André Mendonça

Segundo os tios de André, a empresa Palm Miracatu, fundada por eles e criada a partir da fusão com o grupo Al Nakhla Investimentos e Participações, é o “projeto greenfield com o menor custo operacional estimado no Brasil”, para e exploração do grafeno.

Itamar Tavares de Mendonça e João Roberto Tavares de Mendonça são irmãos do falecido pai de André Mendonça. Assim como eles, o irmão de André Mendonça, Alexandre de Almeida Mendonça, também está investindo na exploração de grafeno, ele obteve entre 2020 e 2021 seis licenças de pesquisa de grafita, da qual se extrai o grafeno.

As licenças incluem os municípios de Juquiá, Eldorado e Sete Barras, no Vale do Ribeira (SP), além de Itabela, na Bahia. Um dos alvarás solicitados por Alexandre Mendonça se refere a uma área de proteção ambiental da Serra do Mar. Para realizar suas pesquisas, ele terá que pedir autorização à Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, do governo João Doria.

Alexandre de Mendonça é graduado em administração e é dono de uma loja de móveis, ele entrou no início do ano no curso de mestrado em “desenvolvimento de negócios”, na Universidade Mackenzie, a mesma que pesquisa a aplicação do grafeno. Aproveitando a influência do irmão ministro, ele participou de uma live da universidade, em março, para falar de reforma administrativa.

Itamar Mendonça disse que seu sobrinho Alexandre não integra sua empresa e atua de forma independente.

A empresa de Alexandre terá que enfrentar grandes empresas na exploração de grafeno, em Itabela, por exemplo, onde Alexandre obteve três alvarás de pesquisa, há vários projetos de pesquisa de grafeno sendo tocados por grupos grandes, como o canadense Sayoná Mining.

A exploração do minério é muito cara e provavelmente os tios e o irmão de André terão que conseguir investidores para financiar seus projetos de pesquisa, só em um plano de pesquisa encomendado pela Mendonça Pesquisa Mineral numa única área no Vale do Ribeira, por exemplo, foi orçado em quase meio milhão de reais.

Custos de um plano de pesquisa encomendado pela Mendonça Pesquisa Mineral

O grafeno é o cristal mais fino e leve conhecido, é um excelente condutor elétrico, com altíssima resistência e impermeável, é aplicado na construção civil, em telecomunicações, medicina, eletrônica, entre outros.

Mensagens mostram que governo Bolsonaro tentou privilegiar "mídia chapa branca"

Mensagens obtidas ela Polícia Federal no inquérito que investiga a organização de atos antidemocráticos e tornadas publicas após o ministro Alexandre de Moraes derrubar o sigilo da investigação mostram que o governo Bolsonaro através da Secom(Secretaria de Comunicação Social), então comandada por Fabio Wajngarten, tentou formar uma rede de mídia chapa branca, definida por Wajngarten como "mídia aliada", segundo mensagens divulgadas em reportagem de O Globo.

Fabio Wajngarten, quando era secretário, defendeu repasses para o que ele chamou de "mídia aliada". Seria usado verba publicitária da Caixa Econômica Federal.

Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social

O relatório da PF mostra que quando assumiu a Secom em abril de 2019 Wajngarten se aproximou do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, dono do site Terça Livre e amigo dos filhos do presidente. Wajngarten se apresentou para Allan dos Santos dizendo ser um empresário de mídia “muito” próximo de executivos de emissoras de TV. Disse ainda que poderia aproximar o blogueiro desses veículos e que, naquela semana, já havia promovido encontros de parlamentares com a cúpula do SBT, da Band e que iria se encontrar com “bispos da Record”. Em nota, Wajngarten diz que atuação na Secom foi ‘técnica e profissional’, e emissoras negam privilégio e reafirmam isenção.

Em diálogos, Wagjngarten demonstra preocupação com o atraso no pagamento de verbas de publicidade a quem classifica como “aliados”. Ele diz ter sido informado que a “Caixa”, em provável referência à Caixa Econômica Federal, estaria “devendo dinheiro” à Band e “RTV” (possível citação à Rede TV!), veja os diálogos:

Fabio Wajngarten: “Caixa devendo dinheiro pra BAND, RTV”.
Allan dos Santos: “E como foi?”
Fabio Wanjgarten: “os aliados estão furiosos”
Fabio Wajngarten: “General sentou em cima e não paga nenhuma nota passada”
Fabio Wajngarten: “provocando iminentes tumores”
Allan dos Santos: “Desnecessário”
Fabio Wajngarten: “totalmente desnecessário”.

Embora a PF não identifique quem é o general citado no diálogo, na época a Secom era vinculada à Secretaria de Governo, chefiada pelo general Carlos Alberto Santos Cruz. O militar foi alvo de ataques de bolsonaristas e acabou sendo demitido pelo presidente.

Wajngarten relatou que tentou aproximar Bolsonaro da cúpula da Band — e chegou até a fazer uma ligação por meio de videoconferência entre o presidente e Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes, e Paulo Saad, vice-presidente da emissora.

Allan dos Santos disse a Wajngarten que era preciso trazer “esses caras” para perto do governo, com o que o então chefe da Secom concordou, conforme demonstra o diálogo:

Allan dos Santos: “É preciso trazer esses caras pra perto, não afastá-los”.
Fabio Wajngarten: “na hora convidei-os”.
Fabio Wajngarten: “óbvio”
Fabio Wajngarten: “ninguém está vendo”
Fabio Wajngarten: “uma barbaridade”
Fabio Wajngarten: “mídia aliada”
Allan: “Excelente”

Foi revelado pela imprensa que a empresa de Wajngarten tinha contratos com as emissoras Record e Band, que recebiam recursos da Secom. Allan dos Santos compartilhou um link de uma notícia sobre a decisão do Ministério Público que atua perante o Tribunal de Contas da União (TCU) de pedir à Corte que obrigue a Secom a distribuir verbas publicitárias do governo com base em critérios técnicos. Wajngarten respondeu: “Eles querem o retorno de 80% para a Globo. Vergonhoso”. Na sequência, o blogueiro bolsonarista sugeriu: “Bora bater sem parar”. O então chefe da Secom agradeceu.

Dentro de uma estratégia da Secom de retaliar os que não são considerados “mídia aliada” foi discutida até uma proposta de criação de um departamento de contrainformação.

Wajngarten criou um grupo de WhatsApp chamado “Mídia Pensante — SECOM” e adicionou Allan dos Santos. Um dos integrantes chegou a sugerir em uma mensagem: “Fabio (Wajngarten), aquela ideia de comunicação estratégica e contrainformação. Na minha opinião, você deve criar um departamento para isso. Você já até concordou com a ideia. Vamos implementá-la?”. Wajngarten, sem titubear, respondeu: “Vamos implementar”.

Em outra mensagem, enviada por Allan dos Santos a um contato chamado por ele de “Eduardo”, em provável referência ao deputado federal Eduardo Bolsonaro, ele diz: “Precisamos da Secom para implementar uma ação que desenhamos aqui”, afirma o blogueiro, que sugeriu a indicação de uma pessoa para assumir a Secretaria de Radiodifusão. “Seu pai disse que sim”, alertou Allan dos Santos.

Nessa mesma mensagem, Eduardo diz que tem o contato de Douglas Tavolaro, ex-executivo das emissoras Record e CNN. “O Douglas diz que a linha será da Record, que o que vem dos EUA é só o nome CNN”, afirma o filho do presidente.

Verba de publicidade

Na comparação entre os biênios de 2017 e 2018 (sob o governo do então presidente Michel Temer) e 2019 e 2020, já no governo de Jair Bolsonaro, a verba da Secom caiu, em média, 26%, saindo de um total de R$ 409 milhões para R$ 300,5 milhões. O volume de recursos públicos destinado à Globo Comunicação e Participações, que controla a TV Globo, teve um corte maior — de 69%. A verba destinada à Record caiu 7%, saindo de R$ 36,5 milhões para R$ 33,8 milhões. O SBT teve uma queda de 16%, passando de R$ 34,5 milhões para R$ 28,9 milhões. A Bandeirantes teve uma queda de 22%, ainda abaixo da média, caindo de R$ 12 milhões para R$ 9,6 milhões. A Rede TV!, ao contrário, teve aumento no volume de verbas de 10%, saindo de R$ 1,5 milhão para R$ 4,1 milhões no período.

Os dados compilados de janeiro a junho deste ano apontam que o padrão vem se mantendo. Duas emissoras lideram o ranking de recebimento de verba pública — a Record, com R$ 8,3 milhões, e o SBT, com R$ 8,3 milhões. A Globo está em terceiro lugar, com R$ 6,2 milhões, à frente da Bandeirantes, com R$ 4,4 milhões e Rede TV! com R$ 1,8 milhão.

Uma instrução normativa do governo federal estabelece quais os critérios que a Secom deve considerar para fazer a distribuição da sua verba de publicidade institucional. O primeiro critério estabelecido na norma é a audiência. Em seguida estão: perfil do público-alvo, perfil editorial, cobertura geográfica, dados técnicos de mercado, e pesquisas de mídia, sempre que possível. Um trabalho de auditoria do TCU, revelado pelo jornal Folha de S. Paulo, apontou que faltam critérios técnicos para a distribuição de verbas publicitárias a TVs abertas pelo governo Jair Bolsonaro.

Essa não é a primeira vez que a atuação de Wajngarten em benefício de veículos vem à tona. Em 2020, sua gestão foi alvo de processos no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Ministério Público Federal (MPF). Os processos começaram depois de revelações feitas pelos jornais O GLOBO e Folha de S. Paulo de que canais do Youtube e sites que veiculam desinformação e propagam discurso antidemocrático recebiam verba publicitária da Secom e de estatais como o Banco do Brasil, Petrobras, Eletrobras e BNDES. O TCU chegou a suspender toda a publicidade do Banco do Brasil na internet. O MPF, por sua vez, abriu um inquérito para apurar a eventual distribuição de verbas com base em critérios “ideológicos”.

sábado, 12 de junho de 2021

Bolsonaro e aliados são multados em 'motociata" que reuniu 12 mil motos

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o ato em apoio ao presidente Jair Bolsonaro reuniu cerca de 12 mil motos neste sábado em São Paulo.

No início da semana, Bolsonaro disse a a apoiadores no Palácio da Alvorada que esperava 100 mil motos no ato político.

Motociata de Bolsonaro em São Paulo reuniu 12 mil motos

A “motociata” do presidente começou na região do Sambódromo pela Marginal do Tietê até a Rodovia dos Bandeirantes, em Jundiaí o grupo retornou em direção ao Parque do Ibirapuera. Lá Bolsonaro encerrou o ato com um discurso em que voltou a dizer que o número de mortes por Covid é menor do que os dados oficiais dizem. Bolsonaro disse na segunda-feira passada que 50% das mortes atribuídas a Covid tiveram outras causas.

No ato, Bolsonaro, seu filho Eduardo, os ministros Ricardo Salles, Marcos Pontes e Tarcísio de Freitas, os deputados Hélio Lopes e Carla Zambelli e outros deputados bolsonaristas foram multados por não usarem máscaras, a multa é de R$ 552,71. Além disso, a moto que Bolsonaro dirigiu estava com a placa coberta, adulterar placas é uma infração que, segundo Código Penal, prevê pena de três a seis anos de reclusão, além de multa. Além disso, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, é uma infração de gravidade média. Na motociata também ocorreu um acidente ocasionado por um motociclista que se desequilibrou e caiu com a moto.

Bolsonaro dirigiu moto com a placa coberta

A operação de segurança da "motociata" custou R$ 1,2 milhão aos cofres públicos, segundo o governo de São Paulo. A operação da polícia contou com a participação de 1.433 policiais, além do apoio de cinco aeronaves, dez drones e cerca de 600 viaturas.

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Luciano Hang, dono das lojas Havan, vai patrocinar a Copa América

O bilionário empresário bolsonarista Luciano Hang anunciou na quinta(10) que vai patrocinar a Copa América, que após a má repercussão da realização do torneio no Brasil perdeu quatro patrocinadores.

Hang postou um vídeo no Twitter vestido de jogador da seleção e comemorou a realização do torneio, que teve a realização liberada pelo STF(Supremo Tribunal Federal).

Luciano Hang vai patrocinar a Copa América

“AGORA É OFICIAL, COPA AMÉRICA CONFIRMADA! E para comemorar a @havanoficial se uniu ao @SBTonline e vai patrocinar as transmissões dos jogos. É pelo Brasil e pelos brasileiros! Neste domingo já tem bola rolando, vamos torcer muito. Pra cima Brasil!!!”.

Após a má repercussão da realização da competição, Mastercard, Ambev, Diageo e a Kwai desistiram de patrocinar a Copa América, que começa no dia 13 de junho.

Lula avança e derrotaria Bolsonaro por 45% a 36%, diz pesquisa XP/Ipespe

A nova pesquisa XP/Ipespe mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue avançando e derrotaria o presidente Jair Bolsonaro por 9 pontos de vantagem em um possível segundo turno. Segundo a pesquisa, Lula tem 45% das intenções de voto, na pesquisa de maio ele tinha 42%, já Bolsonaro caiu de 40% para 36%.

Segundo turno entre Bolsonaro e Lula, XP/Ipespe

No primeiro turno, Lula cresceu 3 pontos e aparece com 32% de intenções de votos, já Bolsonaro perdeu 1 ponto e agora tem 28%. Sergio Moro aparece na terceira colocação com 7%, depois vem Ciro Gomes que perdeu 3 pontos e agora tem 6%, já Luciano Huck tem 4%.

Pesquisa estimulada primeiro turno XP/Ipespe

Em outras simulações de segundo turno. Bolsonaro perde também para Ciro Gomes(41% x 37%), empata com Sergio Moro(32% x 32%), o presidente vence Luciano Huck(37% x 34%) e João Doria(39% x 33%).

Segundo turno entre Bolsonaro e Ciro Gomes, XP/Ipespe
Segundo turno entre Bolsonaro e Sergio Moro, XP/Ipespe

A pesquisa fez 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, entre os dias 7 e 10 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Reprovação do governo Bolsonaro bate recorde e chega a 60%, mostra pesquisa XP/Ipespe

A mais nova pesquisa XP/Ipespe mostra que a reprovação a gestão Bolsonaro segue aumentando, 60% dizem reprovar o presidente Jair Bolsonaro, em maio eram 58%, outros 34% aprovam, queda de um ponto percentual em relação a maio, 6% não souberam responder.

60% dizem reprovar o presidente Jair Bolsonaro, segundo pesquisa Xp/Ipespe

Já em relação ao governo como um todo, a reprovação também segue em alta, agora 50% acham o governo Bolsonaro ruim ou péssimo , um ponto percentual a mais que no levantamento de maio, apenas 26% acham bom ou ótimo, queda de 3 pontos percentuais, subiu de 20% para 22% os que consideram o governo regular, 2% não souberam responder.

Reprovação ao governo Bolsonaro chega a 50%, segundo pesquisa Xp/Ipespe

Já sobre os rumos da economia, subiu de 26% para 29% o grupo dos que consideram que a economia está no caminho certo, enquanto caiu de 63% para 60% os que acham que está no caminho errado. Em relação a Covid, caiu de 50% para 45% os que dizem estar com muito medo do surto de coronavírus.

A pesquisa fez 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, entre os dias 7 e 10 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Bolsonaro é hostilizado em avião e diz que passageiros "deveria estar viajando de jegue"

O presidente Jair Bolsonaro resolveu fazer uma surpresa durante sua passagem por Vitória, no Espirito Santo, após causar aglomeração e interagir com apoiadores no aeroporto ele resolveu entrar em um avião de surpresa, passageiros não gostaram e começaram a hostilizá-lo.

Bolsonaro é hostilizado em avião no Espirito Santo

Passageiros começaram a gritar “Fora, Bolsonaro” e “genocida”, e Bolsonaro então disse: “Quem fala ‘Fora Bolsonaro’ deveria estar viajando de jegue, não de avião.”.

Bolsonaro foi ao Espirito Santo entregar um conjunto habitacional em São Mateus.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Em mensagem para Eduardo Bolsonaro, Allan dos Santos disse: "Precisamos da Secom"

Investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, o blogueiro Allan dos Santos disse em mensagem para Eduardo Bolsonaro que precisava da Secom(Secretária de Comunicação da Presidencia). A mensagem faz parte de material apreendido pela Polícia Federal em investigação sobre atos antidemocráticos.

Allan dos Santos e Bolsonaro

A PF fez buscas na casa de Allan e encontrou anotações, documentos e trocas de mensagens sobre a estratégia de financiamento do Terça Livre, um canal bolsonarista que é acusado de espalhar fake news.

Em uma das anotações encontradas pela PF há um texto que diz “indicação de pagamento de gastos pessoais de Allan dos Santos por João Bernardo Barbosa”. João Bernardo é sócio da V2V, uma empresa que firmou contrato de R$ 360 mil com o governo para desenvolver a plataforma do programa Pátria Voluntária, da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A V2V ainda é indicada em anotações como um “parceiro-chave”, assim como também as empresas Havan e Véli RH.

Em troca de mensagens com Eduardo Bolsonaro, obtida no celular de Allan, ele diz que “Luciano Hang” iria “patrocinar o programa” e fala do papel de Eduardo para “abrir portas” no governo, entregando a ele cargos estratégicos, como a Secretaria de Radiodifusão do Ministério das Comunicações.

Imagem de relatório da PF

Em conversa com Júlia Zannata (PL), candidata derrotada à Prefeitura de Criciúma em 2020 e agora acomodada na Embratur, Allan disse: “Temos que tomar essa secretária (sic)”.


Imagem de relatório da PF

Em outra mensagem ele diz que precisa da Secretaria de Comunicação da Presidência: "Ainda assim, precisamos da Secom para implementar uma ação que desenhamos aqui.”.

Imagem de relatório da PF
Imagem de relatório da PF
Imagem de relatório da PF

No material apreendido também há referencias a estratégia de campanhas difamatórias contra inimigos do governo, como Rodrigo Maia, e até um grupo de WhatsApp denominado “Hate Cabinet”. “Objetivo: materializar a ira popular contra governadores/prefeitos.”.

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Deputadas petistas querem mudar nome da Câmara dos Deputados para acabar com "machismo estrutural"

As deputadas do PT(Partido dos Trabalhadores) Erika Kokay e Gleisi Hoffmann querem mudar o nome da Câmara dos Deputados para acabar com o que elas chamam de "machismo estrutural". O novo nome da Câmara passaria a ser oficialmente Câmara Federal.

A deputada federal Gleisi Hoffmann

“Não há outra razão, a não ser o machismo estrutural, que justifique que, em pleno Século 21, a Câmara ainda seja conhecida como Câmara dos Deputados, a despeito de as mulheres representarem a maioria da população brasileira e do enorme esforço da justiça eleitoral brasileira e, até mesmo, dos organismos internacionais e dos tratados firmados pelo país em prol da inclusão da mulher.”, dizem as deputadas.

Elas apresentaram um requerimento com a proposta que foi encaminhada para ser discutida junto com a PEC da reforma política.