quarta-feira, 31 de março de 2021

Governo apresenta novos comandantes das Forças Armadas

O novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, apresentou nesta quarta(31) os novos comandantes das Forças Armadas. Os novos comandantes serão o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que  comandará o Exército; o almirante Almir Garnier Santos, a Marinha; e o brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Júnior, que comandará a Aeronáutica.

Os novos comandantes das Forças Armadas

O ministro Braga Neto disse que as Forças Armadas “se mantêm fiéis às suas missões constitucionais de defender a pátria, garantir os poderes constitucionais e as liberdades democráticas”.

“Neste dia histórico, reforço que o maior patrimônio de uma nação é a garantia da democracia e a liberdade de seu povo“, disse.

Disse também que o desafio atual do Brasil é a epidemia de Covid, que as Forças Armadas “são fatores de integração nacional” e que têm “contribuído diuturnamente” no transporte de equipamentos de proteção e oxigênio, na transferência de pacientes e na vacinação de indígenas.

“Militares não faltaram no passado e não faltarão sempre que o país precisar”, afirmou.

O novo comandante do Exército tem uma postura totalmente diferente de Pazuelo e Bolsonaro no combate à pandemia. Em entrevista ao Correio Brasiliense, ele explicou como o Exército tem combatido o vírus dentro dos quartéis:

“O Exército, por exemplo, baixou recomendações administrativas claras, com relação à prevenção mais especificamente. A partir dali, foi uma coisa muito disciplinada, no uso da máscara, no afastamento social nos refeitórios, nos dormitórios. Aí, começaram a surgir campanhas de conscientização. Os hospitais começaram a pedir sangue, e iniciamos uma campanha. Hoje, já passa de 40 mil doadores de sangue, no Exército, espalhados pelo Brasil. Todas as medidas sanitárias, diretrizes emanadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), corroboradas pelas nossas diretorias de saúde, são rigorosamente cumpridas em nossos quartéis. É uma Força disciplinada.”

Ele mostrou-se preocupado com uma terceira onda de Covid:

"...temos de estar preparados no Brasil. Não podemos esmorecer. É trabalhar, melhorar a estrutura física dos nossos hospitais, ter mais leitos, recursos humanos para, se vier uma onda mais forte, a gente ter capacidade de reação.”.

Também criticou indiretamente o governo na condução da pandemia:

"O índice de letalidade é muito baixo[no Exército], menor do que na rede pública, graças a essa conscientização, essa compreensão, que é o que eu acho que, se melhorasse no Brasil, provavelmente, o número de contaminados seria bem menor.", disse o general, segundo o Uol.

Paulo Sérgio disse também que campanhas de conscientização são uma febre no Exército e medidas de prevenção, adotadas desde a incorporação dos soldados, manteve a taxa de mortalidade em apenas 0,13%.

"Estamos com uma taxa de mortalidade de 0,13%. Ínfima, em termos de comparação com a do país.", disse.

Segundo O Antagonista, essa entrevista do general foi a gota d'água na relação de Jair Bolsonaro com o general Edson Pujol, agora substituído por Paulo Sérgio.

Segundo o Uol, o novo comandante do Exército é "muito querido pela tropa" e com ótimas relações humanas, além de ser "muito correto" e "seguidor da lei", mas que lhe falta "traquejo político, o que poderia dificultar a sua relação com as Forças e com o governo".

A escolha de Paulo Sérgio por Bolsonaro não seguiu o critério de escolha por antiguidade, mas o presidente não é obrigado a escolher o mais antigo. Paulo Sérgio é apenas o quinto de uma lista entregue pelos militares para a escolha do comandante do Exército.

terça-feira, 30 de março de 2021

Rosa Weber suspende inquérito do STJ contra procuradores da Lava Jato

A ministra Rosa Weber, do STF, suspendeu o inquérito contra os procuradores da Lava Jato aberto de ofício pelo presidente do STJ, Humberto Martins. Na decisão, segundo o site O Antagonista, a ministra disse que a investigação ficará suspensa até análise da Primeira Turma. “Oficie-se com urgência a fim de que tome conhecimento e dê cumprimento à decisão”, escreveu Rosa.

Rosa Weber, ministra do STF(Supremo Tribunal Federal)

O inquérito foi aberto de oficio por Humberto Martins com base em mensagens hackeadas dos procuradores da Lava Jato e obtidas pela defesa de Lula após decisão do ministro do STF Ricardo Lewandowski.

São investigados no inquérito seis procuradores: Deltan Dallagnol, Eduardo Pelella, Januário Paludo, Orlando Martello Júnior, Luiza Frischeisen e Diogo Castor de Mattos.

Em recurso, o subprocurador geral José Adonis Callou de Araújo Sá ressaltou a inconstitucionalidade da investigação, que usa prova ilícita “para investigar e punir” e que “fere o sistema acusatório e tem como base provas ilícitas, sem autenticidade e integridade comprovadas“.

Na sexta-feira passada, a defesa dos procuradores entrou com novo recurso pedindo a suspensão do inquérito, alertando para iminente ordem de busca e apreensão contra os procuradores, com risco até de prisão.

Recentemente, o ministro Humberto Martins negou acesso a Associação Nacional dos Procuradores da República(ANPR) aos autos do inquérito e escreveu sobre “futuras diligências sigilosas que deverão ser realizadas”.

Martins quer apreender os celulares dos procuradores, em especial o de Deltan Dallagnol, que foram invadidos por hackers. Ele pretende obter uma perícia que valide os diálogos encontrados no notebook do hacker Walter Delgatti.

Ainda segundo O Antagonista, ele também quer encontrar detalhes do acordo de delação premiada de Léo Pinheiro, que o acusou de receber R$ 1 milhão em propina para arquivar um processo de interesse da empreiteira. O anexo com a acusação foi sumariamente arquivado por Raquel Dodge quando PGR.

Comandantes militares se irritam e entregam cargos após Bolsonaro demitir ministro da Defesa

Os comandantes das três forças militares se irritaram com a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, em uma possível tentativa de politização das Forças Armadas por Bolsonaro e entregaram seus cargos de comandantes do Exército(Edson Leal Pujol), Marinha(Ilques Barbosa) e Aeronáutica(Antônio Carlos Bermudez).

Bolsonaro, os comandantes das Forças Armadas
 e o ex-ministro da defesa Fernando Azevedo e Silva

Os comandantes se reuniram nesta terça(30) com o novo ministro da Defesa, general Braga Neto. A reunião foi tensa e os comandantes se irritaram com a tentativa de politização das Forças Armadas por Bolsonaro, que quer os comandantes mais engajados com o presidente.

Embora tenham entregado os cargos, segundo a Folha, Bolsonaro mandou demitir os comandantes. No encontro, todos disseram que as Forças Armadas não participarão de nenhuma aventura golpista.

Ainda segundo a Folha, o comandante da Marinha(Ilques Barbosa) teve um momento de exaltação com Braga Netto. "Insatisfeito com a demissão de Azevedo, o almirante apontou que a mudança pode gerar apreensão no país e que afeta a imagem das Forças Armadas.".

É a primeira vez na história que os três comandantes das forças militares pedem demissão juntos por discordarem do presidente.

Bolsonaro demitiu o ministro da Defesa e comandantes porque queria que eles fizessem manifestações políticas favoráveis ao governo e apoiassem à ideia de decretar estado de defesa para impedir lockdowns pelo país. Bolsonaro já disse recentemente que "meu Exército" não iria permitir que os governadores e prefeitos fizessem lockdowns.

segunda-feira, 29 de março de 2021

Bolsonaro demite Ernesto Araújo

O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo pediu demissão nesta segunda(29). Ernesto se demitiu por exigência do presidente Jair Bolsonaro depois de o ministro fazer críticas a senadora Kátia Abreu.

Ernesto Araújo foi demitido

Ernesto Araújo já estava desgastado com o Centrão, bloco de apoio de Bolsonaro no Congresso, que havia pedido sua demissão, Bolsonaro tentava negociar sua permanência ou uma saída honrosa para o ministro, mas as críticas à senadora Kátia Abreu anteciparam a sua saída. Ernesto havia insinuado no Twitter que Kátia Abreu teria feito lobby pelo 5G da China.

O Senado não gostou nada das acusações de Ernesto contra a senadora e o Planalto recebeu muitas críticas e pedidos de demissão do ministro.

Ao anunciar sua saída em conversa com seus secretários, Ernesto Araújo disse que "passou do ponto" com as críticas à senadora e que deixaria o cargo “para não causar maiores constrangimentos” ao governo.

Bolsonaro demite o ministro da defesa

O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta segunda(29) o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva. Fernando Azevedo pediu demissão em meio a reforma ministerial que Bolsonaro está fazendo em acordo com o Centrão, seu bloco de apoio no Congresso. A demissão de Azevedo e Silva pegou os militares de surpresa e gerou preocupação, porque a demissão levantou suspeitas de que Bolsonaro está tentando aparelhar as Forças Armadas.

Segundo o site O Antagonista, Bolsonaro vinha pedindo a demissão do comandante do Exército, general Edson Pujol, mas o ministro da Defesa resistia. Pujol criticava internamente a politização das Forças Armadas, o que desagradava Bolsonaro. O presidente exigia demonstrações públicas de apoio dos comandantes das Forças Armadas.

General Fernando Azevedo e Silva

Bolsonaro recentemente falou em "meu exército", o que gera preocupação com o fato de que ele esteja tentando aparelhar as Forças Armadas para ter o apoio dos militares. Bolsonaro já disse que, sem o voto impresso, a eleição de 2022 será fraudada e que teremos problemas maiores do que os que houveram na eleição americana, que resultou na invasão do capitólio por trumpistas. Em live em janeiro, ele disse: "...a gente não pode permitir que em 2022 tenhamos uma eleição aqui onde não possa ser auditada....Estão com medo? Já acertaram a fraude para 22?”, disse, segundo o site Estado de Minas.

Em nota, Fernando Azevedo disse que “nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado”.

Segundo O Antagonista, o novo ministro da defesa será o atual ministro da Casa Civil,  general Braga Netto. Luiz Ramos passaria a comandar a Casa Civil e a Secretaria de Governo ficaria com um indicado pelo Centrão, provavelmente Ricardo Barros. Bolsonaro também deve mudar o comando dos ministérios do Meio Ambiente, Justiça e Segurança Pública e também da AGU. O ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo foi outro que foi demitido hoje, o Centrão vinha pedindo sua demissão, que foi precipitada após ele criticar a senadora Kátia Abreu no Twitter.

domingo, 28 de março de 2021

Programa contra malária fica sem estoque após governo destinar a cloroquina para tratar Covid

O programa contra a malária pode ficar sem estoque a partir de março porque o governo desviou a cloroquina do programa e distribuiu para tratar a Covid.

A cloroquina é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro como um remédio eficaz no tratamento precoce da Covid-19, no entanto não há comprovação cientifica de que o remédio funcione para Covid, mas estudos já mostraram que não funciona.

Bolsonaro exibindo cloroquina

O ministério da Saúde desviou para tratar Covid 2 milhões dos 3 milhões de comprimidos que a Fiocruz tinha fabricado para tratar malária.

Por causa disso, o Ministério da Saúde teve que fazer um aditivo de urgência para produzir mais 750 mil comprimidos de cloroquina.

A proposta do aditivo foi feita em novembro e assinada em dezembro, a cloroquina foi entregue em janeiro pela Fiocruz para não deixar o programa contra a malária sem o remédio, mas o estoque só dá para quatro meses.

sábado, 27 de março de 2021

MPF apresenta notícia-crime e acusa Filipe Martins de racismo

O MPF apresentou uma notícia-crime acusando Filipe Martins, assessor de Bolsonaro, de racismo. Martins foi flagrado durante sessão no senado fazendo um gesto considerado racista e que é associado a movimentos supremacistas brancos. Filipe Martins disse que estava apenas ajeitando a lapela do terno.

Filipe Martins fazendo gesto racista no Senado

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria Regional da República da 5ª Região e remetida para a Procuradoria da República no Distrito Federal.

Na denúncia, o procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva diz que Filipe cometeu crime de racismo ao “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional“.

Lucro da Globo caiu 78% em 2020

A Globo, assim como muitas empresas, está amargando os prejuízos provocados pela pandemia de coronavírus, a prova disso é que o lucro líquido da empresa caiu 78% em 2020. Aliás, 2020 não foi realmente um ano nada bom para a Globo, por exemplo, a emissora perdeu os direitos de transmissão da Taça Libertadores. E 2021 parece que também não será nada bom, já perdeu o direito de transmitir a Fórmula 1, que transmitia há 40 anos.

Lucro da Globo caiu 78% em 2020

O lucro liquido da Globo foi de apenas R$ 167,8 milhões no ano passado. O grupo faturou R$ 12,5 bilhões, em 2019 foram R$ 14 bilhões de faturamento.

E as empresas do grupo empresarial dos Marinho ainda viu as suas dívidas aumentarem muito, a alta do dólar fez com que as dívidas subissem de R$ 3,47 bilhões para R$ 5,4 bilhões.

E as despesas do conglomerado cresceram 385% e chegaram a R$ 1,9 bilhão.

A Globo disse em nota que os “efeitos da pandemia da Covid-19 provaram ser mais graves do que originalmente estimado, tanto no Brasil quanto no exterior, e ainda é particularmente incerto como a economia em geral responderá aos vários pacotes de estímulo coordenados pelo governo“.

Por causa da pandemia, a Globo criou um comitê de crise para tratar de gestão de caixa, medidas de eficiência de custos, renegociação de contratos, etc.

As informações são do site O Antagonista.