Sullivan deu o recado de que os Estados Unidos estão preocupados com as ameaças de Bolsonaro as eleições brasileiras. Bolsonaro tem atacado o sistema eleitoral de urnas eletrônicas e dito que poderá ter fraude na eleição do próximo ano.
As principais pautas da comitiva americana eram reiterar a oposição dos Estados Unidos à participação de fornecedores chineses, como a Huawei, na infraestrutura do 5G brasileiro, além de discutir a política ambiental do governo Bolsonaro, mas o tema das eleições ocupou boa parte da conversa.
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| Bolsonaro se encontrou com o assessor de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan |
No encontro, Bolsonaro disse acreditar que Donald Trump foi vitima de uma fraude na eleição americana. No caso das eleições do próximo ano no Brasil, Bolsonaro disse que está tentando evitar que ocorra uma fraude.
Sullivan e os outros altos funcionários do governo americano que vieram ao Brasil se reuniram com Bolsonaro, o secretário Especial para Assuntos Estratégicos da Presidência da República do Brasil, Almirante Flávio Rocha, o ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e o chanceler Carlos Alberto França.
Segundo um alto funcionário americano disse à reportagem, "os Estados Unidos foram muito diretos ao expressar a grande confiança que depositam na habilidade atual das instituições brasileiras de realizarem eleições livres e justas, com salvaguardas adequadas para evitar fraudes".
"Ressaltamos a importância de não minar a confiança no processo, especialmente porque não há evidências de fraudes em eleições anteriores no Brasil", disse.
Bolsonaro teria dito que as eleições serão realizadas, respeitando as quatro linhas da Constituição. Mas insistiu que houve fraude eleitoral.

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