Segundo reportagem do Estadão, Aleksander fez postagens no Facebook fazendo convocação para os atos bolsonaristas. Em 16 de agosto ele disse “Liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou". Quatro dias depois, ele publicou que “nenhum liberal de talco no bumbum” consegue “derrubar a hegemonia esquerdista no Brasil”, e que por isso “precisamos de um tanque, não de um carrinho de sorvete”.
Sobre os protestos, ele compartilhou a mensagem: “o caldo vai esquentar”.
Ele também atacou Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, o STF (“sinto nojo do STF”), Rodrigo Pacheco (“covarde”), João Doria (“cepa indiana) e Rodrigo Maia (“mafioso”).
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| O coronel Aleksander Lacerda |
O governador paulista João Doria anunciou o afastamento do comandante. "Aqui no estado de São Paulo não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política. São Paulo tem a melhor Polícia Militar do país, a mais bem treinada, a mais bem equipada. São Paulo tem orgulho da Polícia Militar e do seus policiais e do seus colaboradores. E também do seu comando da Polícia Militar na figura do coronel Alencar", disse Doria no Instituto Butatan, durante liberação de um novo lote de CoronaVac para o Ministério da Saúde.
"E nós aqui, conjuntamente, não admitiremos nenhuma postura de indisciplina como foi feita pelo coronel Aleksander, e agora ele está afastado da Polícia Militar a partir desta manhã.", completou o governador paulista.
O coronel Aleksander Lacerda estava a frente do Comando de Policiamento do Interior (CPI) 7, em Sorocaba (SP). O CPI-7 compreende sete batalhões da Polícia Militar de São Paulo, o que representa cerca de 5 mil policiais em 78 municípios da região de Sorocaba.

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