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segunda-feira, 27 de setembro de 2021

"Nada está tão ruim que não possa piorar", diz Bolsonaro sobre inflação

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda(27) em cerimônia de comemoração dos mil dias do governo que “Nada está tão ruim que não possa piorar” sobre a inflação.

"Nada está tão ruim que não possa piorar", diz Bolsonaro sobre inflação

O presidente disse que não é o responsável pela alta dos preços, que, segundo ele, é um movimento global.

“Mil dias de governo, com uma pandemia que muitos acham que o que acontece hoje em relação à economia, preço de combustíveis, entre outros problemas, está acontecendo porque eu sou o presidente e não pelo que passamos, estamos passando.” , disse.

Bolsonaro também disse que a alta nos preços não ocorre por “maldade” do governo.

“Alguém acha que eu não queria a gasolina a R$ 4 ou menos? O dólar a R$ 4,50 ou menos? Não é maldade da nossa parte, é uma realidade. E tem um ditado que diz: ‘Nada está tão ruim que não possa piorar’. Não queremos isso porque temos o coração aberto, e tem uma passagem bíblica que diz: ‘Nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna’.”

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Inflação sobe 0,87% em agosto e chega a 9,68%

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,87% em agosto e chegou a 9,68% no acumulado em um ano, a mais alta desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%.Em 2021, o IPCA acumula alta de 5,67%. Foi a maior alta para o mês de agosto desde o ano 2000, o resultado ficou abaixo do registrado em julho que foi de 0,96%. Desde março o acumulado em 12 meses tem ficado cada vez mais acima do teto da meta do governo, que é de 5,25%.

Inflação sobe 0,87% em agosto e chega a 9,68%



O IBGE destacou que, em agosto, o indicador acumulado em 12 meses ficou acima de 10% em 8 das 16 regiões pesquisadas.

A inflação está cada vez mais disseminada, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE para a composição do IPCA, oito registraram aumento de preços em agosto. O único grupo com deflação em agosto foi o de saúde e cuidados pessoais.

Combustível exerceu o principal impacto de alta sobre o IPCA do mês passado, com alta de 2,80%. No ano, gasolina acumula alta de 31,09% e o etanol, de 40,75%.